Dados do Trabalho
Título
Avaliação da qualidade de vida e do perfil de transtornos emocionais em uma população de pré-hipertensos e hipertensos em geral
Introdução
Introdução: Os sintomas depressivos e ansiosos podem contribuir com o pior controle pressórico e a qualidade de vida dos indivíduos diagnosticados com hipertensão arterial sistêmica.
Objetivo
Objetivos: Investigar a associação entre o grau de ansiedade e depressão com a qualidade de vida em pré-hipertensos, hipertensos no geral e hipertensos resistentes.
Método
Materiais e métdos: Ensaio clínico controlado, randomizado, não cego com análise cega dos desfechos em andamento aprovado pelo comitê de ética e pesquisa (41962921.9.0000.5284). Serão coletados dados de 240 participantes (80 pré-hipertensos, 80 hipertensos e 80 hipertensos resistentes) referentes à pressão arterial , ao risco cardiovascular e a saúde mental. Foram realizadas análises transversais e regressões logísticas das características basais da população total classificadas de acordo com a presença de ansiedade, depressão e qualidade de vida dos 89 participantes já captados.
Resultados
Resultados: Dos 89 participantes (média idade 50 ± 11.2), 47 são mulheres (idade 50,7 ± 11,5), 42 homens (idade 49,6 ± 11,0) e negros e mestiços são maioria (n=48), quando comparados com brancos (n=41). 47 participantes (±52,8) tem até o ensino médio completo e 57 tem uma renda familiar ≤3 salários-mínimos (±64). Observou-se elevada frequência de depressão moderada/severa (n=34 ± 46,6) e ansiedade moderada/severa (n=32 ± 43,8) e que indivíduos mais novos apresentam pior qualidade de vida que os mais velhos (média idade 48,4 ± 11,6 vs 51,3 ± 11,5). Quando a saúde mental foi classificada de acordo com a qualidade de vida, observou-se relação entre depressão moderada/severa e pior qualidade de vida (p<0,001), também entre a última e ansiedade moderada/severa (p<0,001). Na regressão logística, pior qualidade de vida se relacionou com depressão moderada/grave (OR=10,9; IC95% 2,81-41,65; p<0,001); depressão moderada/grave se relacionou com ansiedade moderada/grave (OR=6,41; IC 95%; p<0,004) e com pior qualidade de vida (OR=11,19; IC 95%; p<0,001); ansiedade moderada/grave relacionou-se com depressão moderada/grave (OR=6.37; IC 95%; p<0,004).
Conclusão
Conclusão: A presença dos sintomas de depressão e ansiedade associaram-se entre si e com a pior qualidade de vida dos indivíduos analisados, o que evidencia um tripé ansiedade-depressão-pior qualidade de vida.
Palavras Chave
Pressão arterial, qualidade de vida, ansiedade e depressão.
Área
Área Clínica
Instituições
Universidade Estácio de Sá - Rio de Janeiro - Brasil, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
Autores
João Gabriel Vallaperde, Elizabeth Silaid Muxfeldt, Anderson Nunes Pinto, Bianca Dantas Viegas, Karine da Silva Guimarães, Carlos Augusto Parente Macedo Moura, Carlos Felipe Pimenta, Taissa Lorena Dos Santos, Vitória Miriam da silva Sousa, Carlos Henrique Jardim Duarte